Cordel de Lore #3: A linha do tempo da AE!

Olá, moços(as)! Aqui estou eu trazendo mais uma edição do Cordel de Lore, e neste eu darei algumas explicações sobre a conexão dos jogos da Artix Entertainment no que se refere a história. Gostaria de pedir desculpas por não ter havido um destes na semana passada, mas a equipe inteira estava bem ocupada. Enfim, caso você queira entender melhor como funciona a linha do tempo da AE, read more!


Muitas pessoas tem dificuldade em relacionar os jogos da AE de uma forma cronológica. Não vou dizer que é fácil. Numa primeira vista, você não diria que o MechQuest se passa numa linha do tempo ANTERIOR ao DragonFable, por exemplo. Nesse post, eu mostrarei a linha do tempo correta, assim como alguns elementos que dão “pistas” sobre isso. Em todo caso, vocês devem estar cientes de que a ordem é esta:

MQ → DF → AQ | AQW

  Vamos começar falando sobre o primeiro destes: o MechQuest.


No tempo de MechQuest, tudo se resumia a tecnologia. Grandes cidades, robôs mecha enormes, naves que viajavam pelo universo e muitas outras coisas deste tipo. O seu lar aqui não era BattleOn, mas sim Soluna City, localizada no planeta Loreon. A primeira coisa que você deve ter em mente é que a história do MQ se passa aproximadamente 4995 anos antes do DF. Mas… como que um mundo tão desenvolvido tecnologicamente conseguiu “regredir” à uma aparência medieval? É bem simples (mentira, não é não).

Uma das coisas que não muda nos jogos, é aquela típica luta do bem contra o mal. Embora no AQW e AQ você possa escolher bem o que quer fazer, o MQ é um pouco mais preso quanto à isso. O objetivo principal do jogo é deter o império da Shadowscythe comandada por Lord Valoth, e você contribui para isso. Esse embate é essencial para entender essa mudança drástica no mundo.

Valoth não é um vilão que não tem muito holofote como nos outros jogos. Por quê? Porque ele é o cara foderosamente foderoso. Ele fica só de boa comandando tudo, mas se for pra ele aparecer, você já sabe que seu ânus não conseguirá nenhuma misericórdia. A guerra contra a Shadowcythe chegou a um ponto que conseguiu destruir TODO o universo, pra você ter uma ideia disso. Felizmente, Warlic possuía um backup desse mesmo universo. Isso mesmo, um backup, desses que você faz com suas músicas. O próximo passo seria somente restaurá-lo, mas havia uma problema…

Uma parte desse arquivo não estava normal. Aquele 1% estava corrompido, vagabundo e nós gostamos. Esse pedaço era justamente o que daria origem ao DragonFable.


No DF, não vemos mais aquela coisa baseada em ficção científica, mas sim um RPG que se baseia no estilo clássico de fantasia. Ao invés de sair por aí com um robô do tamanho de um prédio, você simplesmente empunha sua espada, cajado ou adaga e começa sua aventura utilizando sua própria força, agilidade e inteligência. Aqui o mundo já é chamado de Lore e a cidade principal desse jogo também não é BattleOn, mas sim Falconreach. E é aí que entra um dos vários pontos chave para perceber que o jogo se passa antes do AQ.

Primeiro de tudo, a equipe sempre deixou claro que o DF se passa 5 anos antes do AQ. Nele, você testemunha momentos icônicos que tem seu peso de importância no futuro. Poderia citar muitos, mas vou focar nos dois principais (nos quais não me aprofundarei muito por poderem servir como futuros temas para este espaço). O primeiro deles é a fundação de BattleOn. Ela acontece durante a Fire War, no enterro do irmão de criação de Galanoth, Demento. O nome foi sugerido por Artix, como um lembrete dos objetivos daquele povo. “Batalhar!”. Naquela reunião que contava com o paladino, Yulgar, o Herói e outros, a mais famosa cidade do jogo ganhava vida.

O segundo acontecimento é a aparição de Drakath e do Chaos. No final da saga das Orbs, depois de ajudar Sepulchure a reunir todas, ele trai seu líder e rouba as orbs. Ele ainda invoca Fluffy, o famoso Dracolich do Seppy e se funde à ele, virando um dragão. Isso faz com que o Herói e Sepulchure se unam para tentar derrotá-lo, até aparecer o Mysterious Stranger. Ele diz que era tudo planejado, e agora ele poderia se fundir com Drakath para se tornar o Derradeiro Dragão da Escuridão. Ele acaba sendo derrotado, no fim das contas. No entanto, Drakath não morre aí. É mostrado em uma cena ele acordando, com um olho roxo muito familiar flutuando sobre a cabeça dele.

Cientes disso, vem então o clássico AdventureQuest, que como dito anteriormente, passa-se 5 anos após o DF.


O AQ é marcado por ser o primeiro jogo feito pela AE. Apesar de ter uma mecânica simples e ultrapassada, possui um enredo vasto e magnífico. Nele temos várias sagas e descobrimos muitos segredos dessa terra chamada Lore.

O aspecto mais óbvio que o prova como sendo “sucessor” do DF é o fato de BattleOn já existir e ser a cidade principal. Também não vemos mais Aria como uma menina pequena que era sempre acompanhada de Twilly, mas sim como uma garota mais madura e que já administra o Pet Shop de sua avó sozinha.

Outro aspecto interessante é o fato de Galanoth usar a Dragon Blade. No DF, ele utiliza uma lança como arma e revela seu interesse de encontrar o minério conhecido como “Dragonbane”, tido como tóxico para dragões. Já aqui, ele aparece com a espada icônica e inconfundível presente também no AdventureQuest Worlds. E por falar neste último, é agora que ele entra.


Vocês com certeza repararam naquela linha do tempo no início do post que o AQW não estava separado do AQ por uma seta, mas sim com uma barra. Isso é porque ele não é uma continuação de nenhum outro jogo.

Pode parecer confuso, mas o AQW simplesmente se passa em um universo diferente. Vários dos elementos são utilizados, mas o que acontece no MQ, DF ou AQ não possui influência direta aqui. Por esse motivo, personagens de outros jogos podem aparecer e fazer papeis, tomar rumos ou terem formas diferentes das originais.

O mesmo está para acontecer com o AQ3D. Embora quase não tenha algo iniciado de fato, ele seguirá o mesmo modelo do AQW e se passará em um universo diferente no qual não há conexão com os outros jogos. Haverá apenas o reaproveitamento do material que já foi feito até aqui.


O universo da AE é muito vasto e tem uma quantidade de informações impressionante. É complexo, mas uma vez que você para e consegue entender, você se fascina. Espero que o post de hoje tenha deixado vocês mais inteirados e com aquele gostinho de “quero mais”. Quanto aos futuros temas, vocês podem sempre deixar suas sugestões aí embaixo. Alguma dúvida? Sabe de uma curiosidade interessante sobre o assunto? Conte-nos! Acaba aqui o Cordel desta semana. Obrigado por lerem, um abraço e até a próxima, moços(as)!